Qual é a verdadeira história do pastor mirim Miguel Oliveira e quem está por trás dele?
Enquanto alguns o veem como um escolhido
de Deus, outros o consideram uma farsa. Mas a história por trás do garoto de 15
anos que viralizou na internet pode surpreender você e até mudar muito do que você acha que sabe sobre ele.
O BUSK BÍBLIA não trabalha com achismos,
mas com fatos. Nossas fontes são verificadas, e tudo o que será apresentado a
seguir vem de uma investigação séria e minuciosa.
Essa é Erica Jesus de Oliveira, mãe do
pastor mirim Miguel Oliveira. Ao contrário do que ele relata nas igrejas, Erica
não frequentava nenhuma igreja evangélica quando Miguel começou a se
apresentar, por volta dos dois anos e meio, na igreja da qual a avó dele fazia
parte.
Na época, Erica era adepta do Candomblé
e, segundo a investigação, é uma das principais pessoas por trás da trajetória
do pastor mirim. Mais adiante, você vai entender o papel dela nessa história.
Essa de blusa florida é a avó do pastor
mirim Miguel Oliveira. Quando ele tinha cerca de dois anos, passava vários dias
na casa dela.
A avó era muito atuante em uma igreja
evangélica de Carapicuíba e possuía diversas fitas e DVDs de pregações, louvores e
cultos. Miguel passava horas assistindo a esse conteúdo diariamente e começou a
imitar os gestos, a forma de falar, um louvor que ele gostava e imitava até as línguas estranhas de um pastor no DVD.
Esse ao lado da mãe de Miguel é o pai
dele, Miguel Marcelo Dias. O pastor mirim recebeu o nome em homenagem ao pai.
Segundo conhecidos, Miguel Marcelo
sempre foi visto como um homem trabalhador e honesto. Porém, no início da
trajetória do pastor mirim, ele enfrentava problemas com bebida e frequentava
bares, o que gerava constantes discussões no casamento. Não há registros de
agressões físicas.
Nos momentos mais tensos, Erica passou a
visitar igrejas, inclusive a frequentada pela mãe. Foi nesse período que surgiu
a estratégia que apesar de arriscada, mais tarde, mudaria a trajetória de
Miguel.
Na igreja frequentada pela mãe, Erica
percebeu que Miguel imitava os pastores no púlpito da mesma forma que fazia em
casa. Além disso, os pedidos de oferta feitos por ele começaram a render
dinheiro, o que chamou a atenção dela e a fez frequentar a igreja com mais
frequência.
Apesar de o pai de Miguel ser
trabalhador, a situação financeira da família era difícil, e qualquer renda
extra fazia diferença.
Erica Jesus de Oliveira, mãe do pastor
mirim Miguel.
Mas houve um momento que mudou tudo para
Erica e Miguel. Uma membro da igreja criticou o comportamento de Erica, disse
que ela “não estava sendo muito crente”, talvez pelos usos e costumes dessa
igreja, como roupas e maquiagem. Revoltada, ela deixou de frequentar a igreja e
proibiu Miguel de se apresentar ali.
Foi então que Erica decidiu apostar em um plano mais ambicioso, porém muito arriscado. Para ela, apenas imitar pastores e cantar não bastava. Miguel precisava de algo que chamasse ainda mais atenção: um milagre.
Erica acreditava que apenas cantar e imitar pastores não seria suficiente para destacar o filho. Então, inventou uma história: disse ao Miguel que ele havia nascido sem tímpanos e sem cordas vocais, que era surdo e mudo e que uma oração feita por ela teria curado o menino.
Com pouco mais de dois anos, Miguel nem
sabia o que eram tímpanos ou cordas vocais, mas decorou tudo o que a mãe
ensinava e passou a repetir esse testemunho nas igrejas. A estratégia
emocionava o público e chamava atenção por onde passavam.
Como uma empresária da carreira do
filho, Erica começou a buscar oportunidades em igrejas, pessoalmente e pelas
redes sociais. Miguel cantava, imitava pregadores e contava o testemunho.
Quando havia cachê, eles retornavam; quando não havia, não voltavam mais.
Erica conseguiu uma oportunidade para o
pastor mirim em um evento da igreja do pastor Marcinho, da Assembleia de Deus
Avivamento Profético, em Carapicuíba.
A principal atração da noite era o
cantor e pregador Jorginho do Xerém, bastante conhecido no meio pentecostal por
seus hinos e pregações.
Erica conseguiu uma foto de Miguel no
colo de Jorginho do Xerém, o que ajudou a dar mais visibilidade ao pastor mirim
no Instagram e aumentar as agendas.
Depois de mais de dez anos, o pastor
Marcinho voltaria a cruzar o caminho de Miguel.
O pastor mirim começou a contar seu
testemunho em igrejas cada vez maiores, até que Erica e Miguel passaram um
período ao lado da pastora Luciana, conhecida na região.
Luciana ajudou a dar mais legitimidade
ao ministério do menino e a organizar suas agendas de forma mais profissional.
Erica também mudou várias vezes o título
do filho nas redes sociais: de “Pablo Miguel, o cantor” para “Levita
Miguelzinho”, depois “Profeta Miguel”, até chegar ao nome que viralizou: pastor
mirim.
Igreja com os anões.
Erica conseguiu uma agenda para Miguel
em uma igreja Assembleia de Deus onde também se apresentariam os anões Juliana
e Marquinhos. Na época, Marquinhos já era conhecido por participar do programa
Balanço Geral, da Record, ao lado de Geraldo Luís.
Nesse período, Miguel ainda usava o nome
“Pablo Miguel, o cantor”. A apresentação ao lado dos anões deu grande
visibilidade ao pastor mirim nas redes sociais.
Com o aumento das agendas, Erica passou a cobrar cachês mais altos e escolher as igrejas que pagavam melhor. Em pouco tempo, a renda das apresentações sustentava toda a família.
O tempo passou, e Miguel já não era mais
uma criança inocente. Ele começou a questionar a mãe sobre os exames e laudos
que comprovariam o suposto milagre contado nas igrejas.
Pressionada, Erica dizia que os
documentos haviam se perdido nas muitas mudanças da família. Mas a mentira não
se sustentaria por muito tempo.
Sabendo que o filho acabaria descobrindo
a verdade com outros familiares, Erica confessou que o milagre nunca existiu e
pediu que ele continuasse mantendo o segredo e contando o testemunho para
preservar a fama e as agendas. Miguel aceitou.
Algum tempo depois, familiares de Miguel
descobriram a farsa por meio de um vídeo. Revoltados com a situação, houve
discussões dentro de casa, mas a família decidiu não expor o caso publicamente.
A irmã mais velha de Miguel rompeu
relações com a mãe, e a avó, evangélica e muito conhecida na igreja que
frequentava há anos, ficou furiosa e envergonhada com a situação.
Mesmo assim, a história acabou vazando.
Pessoas próximas souberam do caso, e a polêmica rapidamente se espalhou pelo
bairro.
Mesmo após a polêmica, Erica não
desistiu do plano. Miguel continuou se apresentando nas igrejas e repetindo o
testemunho.
Com o aumento da fama, vários pastores
passaram a convidar Erica e Miguel para congregarem em suas igrejas. Ainda
assim, nenhuma proposta parecia suficientemente vantajosa para Erica.
Esse é o pastor Marcinho, líder da
Assembleia de Deus Avivamento Profético, em Carapicuíba.
Nós já o citamos neste post com o cantor
Jorginho do Xerém.
Há cerca de um ano e meio, ele convenceu
Erica e o pastor mirim a congregarem em sua igreja com a promessa de levar o
pastor mirim a se apresentar nos Gideões Missionários da Última Hora.
Para muitos evangélicos, se apresentar
nesse evento é comparável a um jogador ser convocado para a seleção brasileira.
Erica e Miguel aceitaram imediatamente.
Até maio de 2026, o pastor mirim ainda
não havia se apresentado no evento.
Há cerca de um ano, começaram a surgir
escândalos envolvendo o pastor mirim. Um dos casos mais graves aconteceu em uma
igreja de Alphaville, durante uma suposta profecia de cura.
Uma mulher com leucemia foi levada ao
culto por uma amiga que frequentava a igreja. Durante a pregação, o pastor
mirim a chamou, revelou a doença e afirmou que ela estava curada.
Em seguida, pegou folhas de papel,
simulou exames médicos, rasgou-as e declarou diante da igreja: “Eu rasgo o
câncer, eu filtro o teu sangue e eu curo a leucemia”.
A igreja entrou em êxtase, e a mulher, chorando emocionada, acreditou ter sido curada. Porém, tratava-se de mais uma farsa, uma falsa profecia.
As imagens da suposta cura foram
publicadas nas redes sociais do pastor mirim para fortalecer sua imagem de
profeta.
Porém, eles não contavam que alguém
viria a público para desmontar a farsa.
A mulher, vítima da farsa, decidiu se
pronunciar publicamente, e o caso viralizou.
Em vídeo, ela demonstrou decepção,
criticou a exposição e até tentou minimizar a situação, mas, no fim, acabou
revelando que continuava em tratamento contra o câncer, deixando claro que não
houve cura.
O episódio gerou forte repercussão. Alguns pastores condenaram a situação,
enquanto outros tentaram minimizar o caso como um simples erro de um menino.
E os escândalos continuaram surgindo.
Enquanto isso, a história que a Erica
inventou sobre a cura dos tímpanos e das cordas vocais do pastor mirim
continuava sendo testemunhada nas igrejas, mas a pressão pelos exames nas redes
sociais levaria a um desfecho muito ruim para o caso.
Aos 15 anos e membro da igreja do pastor
Marcinho, o pastor mirim falou com um casal que sonhava em morar nos EUA. Disse
que falaria na língua da promessa e, como se estivesse em línguas estranhas,
declarou:
“OFF THE KING THE POWER DEMANDED THE
BASTARD THE KING OFF THE FAIRY GOES MAD”.
A frase, traduzida para o português,
significa: “Desliga o rei, o poder exigiu o bastardo, o rei da fada fica
louco”.
Depois dessa frase sem sentido, afirmou
que a bandeira da América tremulava sobre o casal. Emocionados, eles
acreditaram que o sonho iria se realizar.
O vídeo viralizou nas redes sociais do pastor mirim. Porém, já existia um vídeo antigo, fora das redes dele, em que o pastor Marcinho falava exatamente grande parte dessas mesmas supostas línguas em inglês.
O pastor mirim participou do Pela Fé
Podcast para responder às polêmicas envolvendo suas atitudes nas igrejas. O
entrevistador, irmão James, conduziu a conversa tentando esclarecer vários
pontos controversos.
Durante a entrevista, o pastor mirim
evitava responder perguntas mais incômodas e tratava o entrevistador com ironia
e desprezo. O homem que o acompanhava também debochava das perguntas, tentando
diminuir o irmão James o tempo todo.
O clima piorou quando o entrevistador
mostrou que as supostas línguas estranhas ditas pelo pastor mirim já haviam
sido faladas antes, quase exatamente iguais, pelo Pastor Marcinho.
Sem conseguir negar, o pastor mirim
perdeu o controle, reagiu com arrogância e admitiu que realmente copiou as
falas do pastor. Irritado, ele tentou justificar dizendo que preferia copiar
seu pastor do que um herege.
No fim, acabou confirmando toda a farsa
com estas palavras: “E se eu quiser falar Mohamed?! E se eu quiser falar
árabe?! E se eu quiser falar francês?! E o que que fere o seio da igreja por
causa disso, irmão?”
Depois de anos dando o falso testemunho
em igrejas de que havia nascido sem os tímpanos e sem as cordas vocais, e
dizendo que foi curado por uma oração da mãe, ele sempre desconversava quando
pediam exames e laudos, alegando que os documentos haviam sido perdidos nas
mudanças da família.
Mais tarde, já aos quinze anos, tentou
abafar o caso com uma desculpa ridícula: em uma entrevista, afirmou que havia
se expressado mal nos testemunhos e que, na verdade, apenas tinha a língua um
pouco travada e ouvia mal.
Mas a explicação piorou ainda mais a situação, já que existe uma enorme diferença entre nascer sem tímpanos e cordas vocais e apenas ter dificuldade na fala e na audição.
A posição do Busk Bíblia diante desses fatos é esta:
nós cremos em profecia? Cremos! Nós cremos em revelação? Cremos! Nós cremos em
línguas estranhas? Cremos! Nós cremos em milagres? Cremos!
Mas nós não somos neófitos; somos crentes à luz da
Bíblia, e, para nós, esses fatos não podem ser considerados normais no seio da Igreja.
“Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores. Pelos seus frutos os conhecereis.”
— Mateus 7:15-16
“Amados, não creiais a todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus; porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo.”
— 1 João 4:1
“Quando o profeta falar em nome
do Senhor, e a palavra dele não se cumprir nem suceder assim, esta é palavra
que o Senhor não falou.”
— Deuteronômio 18:22
“E também houve entre o povo
falsos profetas… e, por avareza, farão de vós negócio com palavras fingidas.”
— 2 Pedro 2:1-3
Por: James Alex G.Pires.








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